quinta-feira, 16 de abril de 2009

poesia do livro Meu outro Lado de Carlos de Souza

Única dor
Autor:Carlos de Souza


Existe sempre uma dor entrenhada
Uma dor cretina e vulgar:
É a dor da incompreensão
É a dor de não aceitar...
Essa dor de ninguém vê no rosto
e por dentro vai se corroendo
Sempre,sempre aumenta o desgosto;
Dessa dor terminar morrendo.
Mas,se a vida é um desencontro?
Se vai não se leva nem se deixa saudade ...
é nessa ida que um dia podemos ser feliz;
Por onde andar pela eternidade.
O que escolhemos é inaceitável,
Somos covardes,somos tudo enfim
Somos loucos e almadiçoados;
Somos pedaços que se desfaz ao cupim
Somos tudo por causa da dor,
Que se sente e se leva consigo ;
Essa dor que diminue nossa vida;
essa dor,nosso eterno castigo...
se essa dor nos transmite alegria;
Quem Sabe morremos com a alma sã.
Deixamos um adeus aos nossos seguidores,
Deixo um beijo aos meus e aos seus!
aí nos separamos,se vamos para sempre,
É para sempre o nosso adeus...





terça-feira, 7 de abril de 2009

Poesia do livro Meu outro lado,Carlos de Souza

O sorriso de Luiza Maria
Autor:Carlos de Souza


Se o mundo fosse puro,
O quanto é puro o seu sorriso;
Não existia trevas,não havia escuro:
Tudo era simples:um eterno paraíso.
A força do seu sorriso,Luiza!
É forte com as ondas do mar.
O seu sorriso brota a vida,
remove quem não pode andar.
Consola com o seu sorriso:
Os fracos,quem nunca viveu.
Queria reencontrar o que preciso!
Nas partículas do sorriso seu.
O seu sorriso é um encanto lindo !
É o desabrochar do amanhacer.
o seu coração vive sempre é um sempre viver.

Poesia do livro Meu outro lado,Carlos de Souza

Dúvidas
Autor:Carlos de Souza

Usa quaisquer coisa,
E me traça um perfil.
talvez eu nem saiba,
Nem você nunca viu.
Ou talvez conhecemos,
Sem ser um desenho.
Quem sabe queremos,
Você tem e eu tenho.

Se soubesse talvez,
Fosse muito engraçado.
Desenhar o que sei,
Pode sair errado.
Eu quero ver você,
Desenhar para mim.
É muito fácil fazer,
Um perfil bem assim?...



Poesia do livro Meu outro lado,Carlos de Souza

Incertezas
Autor:Carlos de Souza


Foram tantas,foram tantas,
foram tais...
Foram elas que se forma,
E nunca mais...
Como são acontecidos d'uma vida,
São queridas,são perdidas,
São mortais...
São pessoas passando na avenida,
São buzinas perturbando os que não saem.
Suas damas,nossas manas não são mais.
Eram apenas o que deixam ser.
São presenças,são pertences do amanhã.
São carentes,são parentes,nossa irmã.
E na vida não encontram mais lugar,
São sem ida e sem saber onde morar.
São apenas o passado d'um presente,
Que o peito e no futuro vai parar.

Poesia do livro Meu outro lado,Carlos de Souza

O que ficou
Autor:Carlos de Souza


Se não lhe conhecer depois
Se o mundo,muito lhe modificar.
Espero lhe encontrar em outro mundo,
E conhecer-lhe,como antes lhe amar.
Eu conheci-lhe em criança e não sabia,
Que um dia iria viver para você.
Mas foi o tempo,foi o destino que previu.
Então foi o vil e o corvade que me fez lhe perder.

Eu caminhei por caminhos inconstantes,
E sinuosos como a vida que possuía;
Sou uma flor que desabrochou no vazante.
E na enchente não soube pra onde ia.
Sou como um barco,que com sua vela içada,
Segue a caçada sem saber se pega ou não.
Sou pescador,que vai de mar a dentro,
E volta à terra com saudade do povão.

Mas,sou você,sou eu,sou momento.
Sou o vento que respiro em você.
Amo você,minha praia e o meu povo.
Novo ou velho não consigo lhe esquecer:
De seus braços,dos seus beijos,dos meus dias.
Das agonias caminhando praia afora.Nas caminhadas,
Caminhando dia-à-dia;
Como se a vida fosse um pássaro sem gaiola.
Mas a vida :é o caminho,é a saudade.
E Moram juntos dentro do meu coração.
Sou o barco que me levou muito pequeno ,
Para a ilha de eterna ilusão.
Ainda hoje,sou criança em pensamento.
Sou o relento d'uma ilha em que dormi,
Sou um peixe que desova muitos filhos;
Sou um navio sobre o mar onde nasci.

Poesia do livro Meu outro lado,Carlos de Souza

O meu canto é você
Autor:Carlos de Souza


Sem cantar,sem canto e sem pranto.
Lembrei-me de ti.Onde estás?
Será que por trás dos quebrantos,
Por trás dos montes,dos horizontes,
Ou dos manguezais?
Porém,a lua não respondeu nada.
Isto é que se malvada ,não sente a dor do poeta,
Que pergunta por seu amor.
Contudo,não tem nada,ondas inquietas,
Que por trás Das vidas e poderosas restas;
Me faz lembrar que o tempo passou.
Agora clareia o meu pensamento.

A lua que feriu meu coração.
A lua que me emudeceu o meu canto...
Sem poder cantar de tristezas,
Misturei meu pranto com o clarão seu.
Não posso fazer,se a distância me empata
se a noite me enlaça,o tempo destrói.
Tirou da saudade,que dói esquecida.
Pois,mas nada constrói,se o tempo me mata.
me abraça,me traça,me deixa,
Me atira uma flecha,se nossa promessa não pode ser cumprida.
Me estralhaça essa vida sem ter piedade.
Seja feita a vontade da verdade rompida.

Poesia do livro Meu outro lado,Carlos de Souza

Transformo
Autor:Carlos de Souza


Vejo ao longe as canoas,
Saltitando sobe as águas.
Transformo tudo isso em mágoas,
Para apagar as lembranças boas.
Agora não adianta entoar,
Ao vento entrego o meu ser.
Se rezo é para você,
Se choro é para lhe lembrar.
Vejo uma tarrafada se abrindo,
Como se uma mão estendesse,
Parece que nunca morresse
Oh!Pai,o que estás sentindo?
Será que tens saudade da gente?
Será que prentendes voltar?
Queria poder lhe falar,
O que me meu coração sente.
Imagino voçê praia afora,
Sem destino,noite a dentro.
Ao sereno,à chuva e ao vento,
Nem parece comigo agora.
Protegido do mundo medonho,
Amparado pela lei militar.
E você,mensageiro do mar,
Pescador de um peixe estranho.

sábado, 4 de abril de 2009

-Poesia do livro Meu outro lado ,Carlos de Souza

Vida sem vida
Autor:Carlos de Souza


Em todo lugar que passo,
Vejo a vida cansada,
Vejo a vida enfadada,
Vejo a vida parada,
Sem poder caminhar.
E não sei a razão,
E o porquê dessa vida,
Nem também o sentido,
Da vida ser assim.
Vejo a vida saindo
Dos botecos,embriagada;
Como sem nada saber...
É por isso mesmo,
Que a vida se embriaga...
Pois alcoolatrada,
Não teme o dizer.
Vamos a qualquer lugar,
Encontramos a vida.
Coitada,enfraquecida
Sem poder mais viver.
É a vida já morta na rotina da vida.
Que pensa que caminha,
Mas não caminha sem ter.
Oh!vida,essa vida,
Que a vida nos leva.
é a vida sem vida de pobre viver.
é o pobre sem vida caído na vida.
É a vida sofrida,vivida sem prazer.



-Poesia do livro Meu outro lado ,Carlos de Souza

Sentença
Autor:Carlos de Souza


O cosmo me invade a cabeça,
Sinto as forças sobre os meus ombros;
Vejo a terra somente em escombros,
Vejo o mundo todo a desabar.
Percebo o fogo queimando o mar,
E os homens fugir das ciências;
Enquanto nossa sentença,
É os fim do mundo não esqueça.
Já vemos todos as sentenças,
O fracasso da economia.
O balanço da carestia,
Que o povo chama de inflação.
O dólar invadindo o mercado,
Deve existir algo errado,
Com essa grande nação.
É a União Soviética contra os Estados Unidos.
São os países oprimidos rumando à democracia;
Bem, que meu avô dizia:
Que esse mundo está perdido.
É a era nuclear,espaçonave Colúmbia.
Oh ciência vagabunda,essa de chegar ao céu!
Gente,para de conflito!o espaço não é brinquedo.
Existe um grande segredo,que é difícil desvendar.
Pro astronauta celeste,não vou tirar o chapéu.

Poesia do livro Meu outro lado ,Carlos de Souza

Força Divina
Autor:Carlos de Souza


Bendita essa quietude!
Essa benção que veio do céu
è a divina e eterna força:
É a força maior que é Deus.
Sou uma célula sem porte,
Caída nas chamas da vida.
Não devemos temer a morte;
Nem a sorte,maldita,atrevida.
existem,não sei para quê!
Ambas chegam inesperadas...
A sorte chega aperriada;
A morte,quando não se quer.
Por isso,é que me inquieto.
Sou feto,sou pobre ancião.
Sou eu,um pedaço,ser frágil!
Sou partículas divididas de um grão.

Poesia do livro Meu outro lado ,Carlos de Souza

Coração Materno
Autor:Carlos de Souza


Mãe,amor bem maior,
Amor que nunca termina.
Não conheço algo melhor,
Do que a mãe que estima.
Só conheço um ser puro no mundo,
Que é o coração materno.
Que silencia no amargo profundo,
Evitando a friagem do inverno.
Desejaria que todo vivente,
Não esquecesse doa mor mais puro.
Relembrasse no passado e no presente,
O que será sem uma mãe no futuro.
Não há nada que possa comparar,
Sem uma mãe o mundo é menor.
Mas,se perde uma mãe,não devemos chorar.
Porque Deus sabe conformar de uma forma melhor.