sábado, 3 de outubro de 2009

1°Ed. Livro. O esconderijo findou - Carlos de Souza

Toda obra , necessariamente, contém uma mesnagem, este livro, por conseguinte , não foge a regra.Escrito nos moldes parnasianos(embora sua métrica, não varia o sentimento que o ditou) ,este volume contém uma mensagem jovemde poesia que aspira um lugar no sol.
Carlos de Souza, seu criador, com golpes de inteligência e aidna mais do pertinácia, contorna todas as dificuldades rítmicas e emocionais que se antolham no caminho. Consguindo tirar de sua alma de poeta espôntaneo que ele é, acordes agradavéis, que nos proporcionam momentos de verdadeiro encantamento espiritual.
Na sua poesia , ele procura seguir a lição nestes versos magníficos do velho W. Whitman, de título "Quando ouvi o sábio astrônomo"(When I heard thethe learne'd astronomer", tradução de poeta português A. Herculano Ramos :

"Quando ouvi o sábio astrônomo,
Quando as provas, os números , ao alinharem em colunas
na minha frente,
Quando ele me mostrou ao cartão e diagramas , pra somar
dividir e pra modí-los,
Quando eu, sentado, ouvi o astrônomo a prelecionar com
tanto sucesso no anfiteatro.
Que depressa o inexplicavelmente me senti mal disposto
o fatigado,
Até que me lenvantei e deslizei pra vaguear lá fora por
min próprio,
No ar úmido e místico da noite , de quando em quando ,
Olhar , em perfeito silêncio, para as estrelas."

Num era de hegemonia tecnocrática o também de tanto comédia como o tanto imediatismo dos sábios parar olhar as estrelas e ouví-las, como é o caso do autor deste livro O ESCONDEIRJO FINDOU.
Gostei - e acredito que muitos gostarão - Deste livro que tem muito do poético e comovedor , exatamente por não se lhe notar, em um momento , a preocupação rigorística formal preconizada , exigida pelos nossos parnasiananos maiores .
Só me resta, ao final destas palavras, desejar ao generoso vate, ao filho querido das Hipocrônides, que prossiga no seu maravilhoso caminho de fantasia, pelo País de Sonhos, vada vez mais vitorioso, mais festejado.

Natal, 13 de fevereiro de 1977

Luiz Rabelo

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